Curso Gestão de Restauro - Programa de Capacitação Continuada

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O CECI lança o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro. Mais uma vez, de maneira pioneira e inovadora na área do ensino EaD, a Instituição traz aos profissionais da área da conservação e restauração do patrimônio cultural construído a oportunidade de se capacitarem para a gestão de obras e serviços em edificações de valor cultural.

O Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro, desenvolvido pelo CECI, é uma atividade regularmente aprovada pelo Pleno do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e pelo Conselho do Departamental do Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

INTRODUÇÃO

Desde 2003, o Curso de Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural - Gestão de Restauro vem sendo aplicado, em nível de extensão, numa parceria entre o Departamento de Arquitetura e Urbanismo, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano – MDU/UFPE, representado nesta atividade pelo Prof. Dr. Tomás de Albuquerque Lapa, e o Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada – CECI, representado pelo arquiteto Jorge Eduardo Lucena Tinoco.

Em todas as edições do curso busca-se a capacitação de profissionais para as boas práticas em obras e serviços de manutenção, conservação e restauro de edificações de valor cultural. A meta é formar quadros técnicos capazes de realizar ações de gestão, gerenciamento, execução, fiscalização de obras, serviços, acautelamentos e salvamentos.

Logo na primeira edição (2003)[1], o Curso resgatou um procedimento de transmissão de conhecimentos semelhante ao que era produzido no passado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O contato direto com profissionais de larga experiência em canteiro de obras e com os mestres de ofício e artífices assegurava o processo de transmissão de conhecimento aos mais jovens e inexperientes. Esse tipo de formação ainda é eficaz, pois o saber-fazer é forjado pelo exercício com instrutores e práticos experientes e com a assistência teórica de acadêmicos. Didaticamente, isso assegura a rápida maturação das capacidades de aprendizado pela interação entre aluno, mestres e instrutores.

Em razão de o Curso Gestão de Restauro ser o único na América Latina que utiliza a modalidade semipresencial para a capacitação de profissionais de Arquitetura, no âmbito da gestão e prática de obras de conservação e restauro do patrimônio cultural, verificou-se a necessidade de transformá-lo num Programa de Capacitação Continuada.

Por Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro entenda-se o processo de aprendizagem profissional contínua que contempla três instâncias de metodologia didática:

1ª – Linear ou padrão que corresponde aos estudos básicos e regulares, supervisionados, envolvendo uma logística didática específica e programática de aulas e bibliografias padronizadas para a constante a atualização profissional;

2ª – Demandas ou não linear, aplicadas em função das necessidades do tema ou objeto de estudo (OE) que corresponde ou empírico que o(a) aluno(a) traz para o curso – os conteúdos são ajustados para momentos/contextos específicos, visando experiências reais;

3ª – Intrínseca ou de habilidades onde são aplicados práticas e experimentos voltados a estimular o estudo investigativo autônomo e o desenvolvimento integrado das habilidades e competências conceituais, técnicas e humanas, úteis e eficazes à vida profissional. Aqui é proposta uma sequência de estudos de casos/soluções permeadas pelo trabalho do dia-a-dia de cada aluno. Também, entenda-se o vínculo do(a)s aluno(a)s e ex-aluno(a)s mantém durante e após com o Curso de Gestão de Restauro através de grupos pelas redes sociais, seminários e fóruns permanentes de discussão.

Estas três instâncias da formação continuada, sobretudo nos cursos de capacitação, utilizam ferramentas que se mostram eficientes no processo educativo que correspondem ao desenvolvimento das habilidades humanas, conceituais e técnicas.

O Programa é apresentado com vistas à ampliação das possibilidades de aplicação de edições sucessivas, com turmas a serem formadas em acordo com as perspectivas do mercado de trabalho, vigentes em cada momento das políticas públicas de conservação do patrimônio constituído pelas edificações de valor cultural. A ideia é conciliar os conflitos que os profissionais encontram quando, nas atividades dos canteiros das obras e dos serviços, nas circunstâncias financeiras, político-administrativas, operacionais de mão-de-obra e na carência de outros recursos tornam as práticas distantes das teorias. Os fatos do cotidiano submetem os profissionais às pressões de políticos e burocratas de plantão que, quase sempre, inviabilizam eles exercerem a plenitude de suas capacidades. Então, o que fazer? Como conciliar as antinomias entre a teoria e a prática?  Esta é a principal meta deste projeto.

Este Programa foi elaborado com base numa revisão e ampliação das edições anteriores. Está modelado para a capacitação profissional às boas práticas da gestão da manutenção, conservação e do restauro. O objetivo é fornecer aos profissionais ferramentas e possibilidades que se apresentam as mais avançadas e adequadas para as mudanças de paradigmas nas ações de preservação do patrimônio cultural construído no país. Os modelos de proteção aos bens culturais ficaram caducos, pois no mundo moderno não cabem mais a exclusividade dos instrumentos punitivos das leis[2] para se assegurar o acautelamento do patrimônio. As condutas que privilegiam a restauração em detrimento da conservação foram revisadas. As gestões dos riscos de danos exigem conhecimentos especializados. Os enfrentamentos de crises não admitem soluções amadorísticas. São raros os projetos que contemplam especificações e encargos que possibilitem os procedimentos das práticas de manutenções periódicas programadas e preventivas. A maioria das intervenções de requalificações e adaptações retiram dos imóveis antigos indicadores importantes dos valores relatados na sua significância cultural que lhes justificaram a proteção. Inúmeros danos são causados aos bens durante as obras e serviços, mas não são relatados nos documentos oficiais, são travestidos de retóricas falaciosas cujos intentos correspondem à satisfação de curiosidades históricas ou aos menores esforços e dispêndios de recursos. Os resultados são traduzidos numa cenarização do antigo, onde a paródia do “velhinho em folha” prevalece.

Observe-se que o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC/Cidades Históricas, com investimentos de mais de um bilhão de reais, não contemplou ações técnicas de projetos e obras que garantem a permanência dos valores de autenticidade e de integridade dos componentes construtivos das edificações. Como ocorreu nos programas anteriores[3], as intervenções pontuam pelo viés do restauro, diga-se dos refazimentos. Não se encontram nos documentos disponibilizados nas licitações já realizadas e nas ações que estão em andamento instrumentos técnicos que possibilitem as subsequentes inspeções periódicas e manutenções preventivas. Não há planos de contingenciamentos estratégicos e orçamentários para situações de riscos e de crises, sejam quais forem os cenários - vejam casos com os de São Luiz do Paraitinga (SP) e de Mariana (MG).  Assim, todas as ações de futuro ficam comprometidas pelo desconhecimento ou pela dificuldade em se saber sobre os fatos e procedimentos técnicos e materiais aplicados nas intervenções, exigindo-se mais uma nova restauração.

Por outro lado, a necessidade de se capacitar profissionais de Arquitetura em Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural - Gestão de Restauro, tem lastro em dois documentos legais. O primeiro refere-se à regulamentação das atividades que só podem ser realizadas por arquitetos e urbanistas – Resolução no 51, com base na Lei no 2.378/2010, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, que especifica ser o arquiteto o único profissional que pode assumir a responsabilidade técnica por projetos, obras e serviços em edificações de valor cultural.  O segundo é a Constituição Federal que, no parágrafo 4º, do art. 216, diz: “Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei”, ou seja, não pode o qualquer do povo, e muito menos o profissional legalmente habilitado, cometer sequer ameaça de danos ao patrimônio cultural.

Considerando que as grades curriculares das faculdades de Arquitetura pontuam timidamente o assunto; considerando que a maioria dos cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado na área da preservação do patrimônio cultural construído restringem-se aos níveis das teorias do restauro e da elaboração de projetos[4] e, considerando que esse DAU/UFPE, desde o ano de 2003, vem atuando exitosamente  em âmbito nacional e internacional na capacitação de profissionais em gestão e prática de obras de conservação e restauro do patrimônio cultural, aqui é apresentado o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro.

PROGRAMA

A evolução didática do Curso de Gestão de Restauro apresenta a primeira e a segunda edições pelo método presencial de aulas com uma carga horária de 228 h e 344 h, respectivamente. Estes dois cursos possibilitaram a análise e a avaliação da metodologia pedagógica aplicada com base no processo coletivo de aprendizagem que, ao incentivar a troca de informações entre profissionais de nível superior, mestres de ofícios e artesão/operários, possibilitou a reflexão conjunta sobre temas, promovendo a construção de um novo conhecimento.

Nas edições posteriores (terceira, quarta, quinta, sexta, sétima e décima), as características básicas dessa pedagogia foram utilizadas com sucesso. São elas:

a) A valorização das experiências acumuladas que cada um traz ou que vai adquirindo no processo do curso;

b) A desmistificação do conhecimento e da carga de poder que a este se associa;

c) A responsabilização e o envolvimento dos alunos nas relações interdisciplinares a que o conhecimento está submetido.

O curso Gestão de Restauro trouxe novidades ao agregar, a partir da edição de 2007, mais possibilidades aos alunos em participar ativamente no mercado de trabalho da conservação do patrimônio construído. Foi a inclusão do tema Geração de Negócios e Renda - Empreendedorismo na grade das Disciplinas. Com o auxílio de especialistas, os alunos passaram a ser instados a construir cenários de ações de trabalho com base na produção do Plano de Conservação Integrada da edificação objeto de estudo no curso. Essa visão avançada no campo da especialização profissional tem o propósito estratégico de atender tanto às necessidades de mercado, sob o aspecto do domínio técnico e das habilidades interpessoais, quanto às demandas atuais de negócios da sociedade.

Agora, o Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro adiciona à grade curricular do curso, pioneiramente no Brasil, matérias teóricas e práticas sobre as gestões de riscos e de crises para o acautelamento e o salvamento de bens culturais. Num mundo cada vez mais violento por conflitos armados, frutos de imposições ideológicas ou religiosas, e com situações climatológicas atípicas, onde inundações, ciclones e abalos sísmicos estão ocorrendo em áreas onde nunca antes foram registrados, o treinamento e a capacitação profissional em riscos e crises é fundamental. Trata-se de dotar o país com um contingente profissional apto para assumir o controle de ações de proteção e salvamento em tempo de crises. Há necessidade de profissionais prontos para atender aos protocolos básicos em casos de riscos e de crises. Primeiro para se evitar que os danos ocorram e, em caso de ocorrência dos eventos, impedir as condições de agravamento dos danos e perdas com a aplicação de técnicas de primeiros socorros de salvamento de bens culturais. Os êxitos das restaurações que irão se suceder dependerão muito das primeiras ações iniciadas pelo salvamento, tais como, busca, retirada, acondicionamento e tantas outras ações técnicas especializadas.

OBJETIVOS

O Programa de Capacitação Continuada em Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural - Gestão de Restauro em nível de pós-graduação lato sensu (extensão) propõe a capacitação e o treinamento, semipresencial, de profissionais para a manutenção, conservação e restauro do patrimônio construído. É o resultado da experiência de mais de dez anos de atividades didáticas, desenvolvidas, na forma de parceria, entre o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e o Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada - CECI. O Curso é realizado por meio da tecnologia de EAD (Ensino à Distância), através de aulas em ambiente virtual, assim como de aulas presenciais em módulos específicos, além de visitas técnicas orientadas e viagem de estudos.

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Fig. 01 – Canteiro didático do módulo presencial do Curso de Gestão de Restauro, localizado no MASPE (antigo Palácio dos Bispos) no Alto da Sé, cidade de Olinda, Pernambuco. Parceria com a Diocese de Olinda-Recife e o MASPE-Fundarpe.

 

 

 

 

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Fig. 02 – Momentos de instruções com mestres de ofícios e profissionais especialistas no módulo presencial do Curso de Gestão de Restauro.

 

 

 

 

 

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Fig. 03 – Momentos de práticas com modelos reduzidos e aplicações de técnicas tradicionais .

 

 

 

 

 

 

 

 

O Programa visa à capacitação de profissionais para as boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro a partir de obras e serviços em edificações de valor cultural. Visa também à capacitação em habilidades de gerenciamento e acautelamento de riscos, assim como de salvamento de bens culturais em situações de crises – primeiros socorros. Sua meta é formar quadros técnicos capazes de realizar ações de gestão, gerenciamento, execução, fiscalização de obras, serviços, acautelamentos e salvamentos.

O Programa busca dotar o mercado de profissionais com excelência de informações quanto às boas práticas da conservação, às técnicas tradicionais de construção e aos procedimentos práticos de direção, execução e fiscalização de obras e serviços de manutenção, conservação e restauro, assim como de acautelamentos e salvamentos de bens culturais.

A metodologia de capacitação do Programa busca dotar o profissional de conhecimentos e instrumentos técnicos, habilitando-o nas boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro para a garantia da autenticidade e da integridade dos bens culturais construídos.

O Programa se dedicará à implementação das boas práticas da gestão de conservação, seguindo a metodologia de:

AULAS À DISTÂNCIA

1. O(a) aluno(a) pode acessar o curso na hora e local que lhe for mais conveniente. A mídia é o site na internet com a "Sala de Aulas” onde se encontram as aulas e os exercícios em hipertextos na plataforma www.cecieducacao.org.br.

2. O(a) aluno(a) modelará sua participação no Programa a partir da elaboração de um Plano de Curso onde pode estipular quais os lotes e quando deseja fazer, adequando as atividades didáticas às suas necessidades profissionais.

3. Uma vez por mês, o(a) aluno(a) têm acesso a um lote de documentos, correspondente a um assunto/tema do Programa. O lote é composto de: aulas, bibliografias recomendadas, leituras complementares, testes e pesquisas sugeridas, além de experimentos práticos referentes ao objeto de estudo.

4. Cada lote ou assunto/tema é elaborado por um ou mais professores, expertos nos assuntos específicos para o momento. Para um maior aprofundamento, é sugerida a participação em fóruns de debates e discussões de estudos de casos para estimular a dialética teórica sobre as práticas em análise.

5. São sugeridos experimentos práticos e tarefas para sedimentar o entendimento do aluno sobre as questões de técnicas construtivas tradicionais e a compreensão sobre os métodos de abordagem de investigações. As tarefas e os experimentos mensais também subsidiam a modelagem do Plano de Gestão da Conservação do objeto de estudo (OE) de cada aluno(a).

6. Sugere-se a sequência didática a ser cumprida pelo(a) aluno(a) em cada aula: leituras dos conteúdos das aulas, dos textos complementares, leitura da bibliografia impressa – artigos, livros e websites sugeridos, resolução das tarefas e experimentos propostos; participação nas interações com o professor moderador e os demais alunos(as) pelas ferramentas como fóruns, videoconferências ou vídeo-aulas.

7. Um contexto mensal é selecionado para discussão e encontro de ideias por todos (as) os alunos(as) a partir das provocações do moderador. Essa atividade corresponde aos workshops virtuais.

8. No escopo das atividades didáticas está a elaboração do Manual Prático de Manutenção, Conservação e Restauro de Edificações de Valor Cultural. O Manual é composto de duas partes. A primeira é um manuscrito, elaborado pelos próprios alunos(as) durante o curso sobre os materiais, as técnicas, os sistemas e os procedimentos técnicos transmitidos pelos professores e mestres de ofício. A segunda parte é uma ampla e detalhada planilha eletrônica de preços de insumos e serviços de manutenção, conservação e restauro do patrimônio cultural edificado, bem como dos elementos artísticos aplicados e integrados.

9. Os Plano de Gestão da Conservação, o Plano de Gestão de Riscos e o Plano de Gestão de Crise correspondem aos trabalhos práticos finais do(a) aluno(a) sobre a edificação de valor cultural que ele(a) traz para suas atividades no Curso – objeto de estudo (OE). Os planos contemplam as estratégias para as gestões dos projetos, das obras, dos serviços, dos suprimentos, assim como vislumbram os riscos e as crises a que a edificação e os seus bens integrados e aplicados possam ficar expostos.  Tratam das rotinas de procedimentos operacionais de controle e qualidade. Contêm as articulações e negociações para viabilizar a implementação das ações, inserindo ou consolidando, conforme o caso, o(a) aluno(a) no mercado de trabalho.

10. São disponibilizadas aulas à distância, nas modalidades de videoconferência, hangouts e de visitas técnicas orientadas. Em cada módulo há uma atividade com essa ferramenta de maneira que o(a) aluno(a) possa participar ativamente do assunto, em qualquer lugar onde houver conexão à internet em banda-larga ou uma obra de conservação ou restauro em execução.

Obs.: A tecnologia de EAD (Ensino à Distância) já foi testada e utilizada com sucesso em todo o mundo. No âmbito da conservação do patrimônio, o CECI, numa parceria com o Virtus/NPD/UFPE, foi pioneiro no Brasil e América Latina quando, no ano de 2000, foi cátedra da UNESCO com o curso ITUC/AL. São ferramentas simples e eficazes. Entretanto, o ensino à distância requer autonomia e concentração por parte do estudante, assim como sua participação ativa em todo o processo. O tempo requerido do(a) aluno(a) para dedicação ao curso é de, no mínimo, vinte horas semanais, conforme recomendação básica: uma hora por dia navegando na plataforma do curso (essa atividade requer conexão com a Internet no horário mais conveniente para o aluno); duas horas diárias fazendo a leitura (off-line) dos conteúdos dos arquivos baixados; cinco horas por semana produzindo os exercícios solicitados. Além de navegadores (web browser), é necessário o aluno ter instalado no computador, notebook, tablet ou smartphone os softwares para leitura de arquivos em PDF, apresentações em PowerPoint e Flash, ssim como um media-player.

EaD_1Fig. 04 – Plataforma www.cecieducacao.org.br.

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AULAS PRESENCIAIS

As aulas presenciais são práticas realizadas pelo método pedagógico da interação direta entre aluno(a), professor, mestres de ofícios e artesãos/operários em um encontro de 30 dias, sendo que: quinze dias são destinados às práticas numa cidade a ser escolhida pelos participantes, onde os alunos(as) participam de atividades de gestão e execução de obras e serviços de manutenção, conservação e restauro, através da realização de tarefas e experimentos em canteiro de obras nos ofícios tradicionais da construção, assim como de simulações de proteção, salvamento e primeiros socorros de bens culturais em situações de riscos e crises; dez dias são reservados para as visitas técnicas orientadas e a viagem de estudos[5].

ESCOPO

O Programa de Capacitação Continuada em Gestão de Restauro desenvolve atividades no âmbito da gestão da manutenção, conservação, restauro e requalificação das edificações de valor cultural, inseridas no arco temporal que engloba desde o século dezesseis (1530) ao terceiro quartel do século vinte (1975).

São aplicadas as seguintes atividades:

a) Embasamento teórico e prático sobre significância cultural e condutas para a garantia da autenticidade e integridade da edificação.

b) Análise da documentação nacional e internacional para acautelamento dos bens culturais construídos.

c) Embasamento teórico e prático para a gestão de obras e serviços de manutenção, conservação e restauro do patrimônio cultural construído.

d) Noções de empreendedorismo cultural.

e) Estudos e análises sobre as propriedades físico-químicas dos materiais, técnicas, sistemas construtivos, assim como do estado de conservação das edificações selecionadas pelo participante – Objeto de Estudo (OE).

f) Elaboração do Manual Prático de Manutenção, Conservação e Restauro de Edificações de Valor Cultural.

g) Experimentos e práticas em canteiro didático de obras, dentro dos ofícios tradicionais da construção: cantaria, estuque, alvenaria, pintura, metais, forja, carpintaria, marcenaria, ladrilhos e mosaicos, azulejos, concreto armado.

h) Visitas técnicas presenciais orientadas às obras e serviços nas cidades históricas a serem escolhidas pelos participantes durante o curso.

i) Viagem de estudos orientados para roteiros sugeridos no Brasil.

j) Elaboração do Plano de Gestão e Negócio de uma obra ou serviço de manutenção conservação e restauro, bem como dos Planos de Gestão da Conservação Integrada, Plano de Gestão de Riscos e Plano de Gestão de Crise da edificação Objeto de Estudo (OE);

k) Fóruns temáticos de discussões com o objetivo de fortalecer as ligações e desenvolver colaborações em toda a comunidade de aluno(a)s, ex-aluno(a)s e de profissionais de conservação e restauro do patrimônio cultural construído junto ao Curso. Os fóruns contam com provocadores e mediadores de modo a criar um clima dialético permanente com vistas

O Programa é composto de aulas teóricas, práticas, orientações e debates, distribuídos numa carga horária de 560 horas:

– Aulas teóricas/experimentos = 200 horas + debates 70 horas = 270horas

– Aulas práticas/visitas técnicas = 180 horas

– Viagem de estudos = 80 horas

– Orientações e acompanhamento dos Planos = 30 horas

O Programa é oferecido em cinco módulos. Cada módulo encerra um conhecimento sobre um assunto específico dentro do quadro da capacitação do(a) aluno(a) para as boas práticas das gestões da manutenção, conservação e do restauro a partir de obras e serviços em edificações de valor cultural, para a aquisição de habilidades de gerenciamento e acautelamento de riscos, assim como para as habilidades de salvamento de bens culturais em situações de crises – primeiros socorros.


Prof. Jorge Eduardo Lucena Tinoco            Prof. Dr. Tomás de Albuquerque Lapa

CECI                                                         DAU/UFPE

 

LEIA O EDITAL DE CHAMADA



[1] Todas as edições do Curso de Gestão de Restauro estão amplamente divulgadas nos websites: www.ceci-br.org e www.cecieducacao.org.br.

[2] Decreto-Lei no 25/1937 e demais diplomas legais que sucederam.

[3] Programa Monumenta/BID na década de 2000, Programa de Cidades Históricas, nas décadas de 1970/80/90.

[4] O Mestrado Profissional do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, aborda especificamente a gestão cultural sem qualquer conteúdo na gestão e prática de obras e serviços em edificações de valor cultural. Veja-se Edital de Chamada do mestrado no portal da Entidade: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/ arquivos/Edital_de_Selecao_do_MestradoProfissional2016.pdf

[5] Vejam-se algumas imagens em: http://www.ceci-br.org/ceci/br/component/content/article/52-restauro-cursos/ 742-curso-gestao-de-restauro-album-de-fotografias.html e http://www.ceci-br.org/ceci/br/restauro/noticias/134-viagem-estudo-salvador.html,

[6] O Seminário Internacional de Gestão de Restauro será objeto de outro projeto de extensão.

 

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